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terça-feira, 4 de agosto de 2009

A MÍSTICA DOS FAMOSOS

Muito frequentemente, não nos damos conta que muitas pessoas consideradas famosas, fazem parte de nossas vidas. É, no mais das vezes, uma presença distante, orbital, quase despercebida na rotina de cada um. Vive-se sem eles! Mas, para muitos, no entanto, os famosos são ídolos reverenciados numa idolatria que às vezes beira o fanatismo e suas inconsequências. Milhares de pessoas jamais compraram um disco do Michael Jackson, o cantor de voz vibrante e dança contagiante, que na vida real era controverso, alvo de acusações nunca comprovadas, imerso em dívidas e esquisitices. Na outra ponta, Felipe Massa, hábil piloto, rico, articulado, boa gente, talento em um esporte sofisticado. O que aconteceu com ambos, guardadas as distâncias, gerou comoção e preocupação pelo mundo, com milhares de mensagens e gestos de solidariedade de pessoas que eles não conhecem e jamais virão a conhecer, salvo esporádicas exceções. É como se esses ídolos, assim como vários outros, fossem parte de todas as pessoas! Eles vêm preencher "espaços vazios" em nossas personalidades, em nossas almas, como a suprir um desejo real de cada um de cantar, de energizar sobre um palco, dirigir uma máquina potente, pintar uma obra prima ou liderar uma nação com brilho e carisma!

O escritor francês Marcel Proust (1871-1922) disse que: "É em geral com o nosso ser reduzido ao mínimo que nós vivemos." Os "espaços vazios" precisam então ser preenchidos para que se viva muitos sonhos, mas os famosos que orbitam os universos de nossa vidas também têm "espaços vazios" porque, frequentemente,

sua vida pessoal, sem as vestes nobres que revestem suas habilidades, seus talentos e suas obras, não se revela tão grandiosa, muitas das vezes!

Os mesmos fatos ocorridos com os dois famosos não seriam objeto de tanta oração e tanta solidariedade se tivessem acontecido com um "anônimo", o que contraria os mais básicos dos princípios cristãos.

Os famosos podem influenciar, encantar ou embalar momentos, mas a reverência seria mais equitativa se acontecesse dentro do limite aristotélico do equilíbrio do meio-termo, da moderação!

Eles são imagens, geralmente positivas, na vida das pessoas, mas distantes do cotidiano, do real, do verdadeiro afeto, do tocar, do sentir, do viver a vida com aqueles que amamos e nos amam, nas dificuldades e nos seus valores mais relevantes!

Um comentário:

  1. I think you showed the reality. In fact, if those things had happened to no famous persons,nobody was going to pay attention to. Maybe, just some words on the newspaper and nothing else, but they´re known persons and some others like to show off ´cause of someone´s disgrace.

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