PAZ
PACIÊNCIA
A paciência, virtude que faz suportar com resignação, a maldade, as agressividades e as injúrias, de tão rara, mais que virtude, é pedra preciosa. É eivada de equívocos a expressão "perder a paciência", pois, não se perde o que não se tem. Basta um olhar distraído pelo trânsito, com motoristas apressados e desrespeitadores de normas simples e comuns de convivência, pretensos poderosos senhores do que não é seu, distorcidos sucessores do romântico chauffeur do final do século XIX e início do século XX, o circunspecto, elegante, um tanto empoeirado e pouco veloz condutor de automóveis. O trânsito é um território perigoso, onde a barbárie vive à espreita da primeira fútil contrariedade. É um campo minado pela falta de educação, de generosidade, de maneiras corteses e de respeito humano.TRANQUILIDADEUma enorme tranquilidade de espírito, com um sólido equilíbrio psicológico, nos colocaria acima das situações que nos incomodam, aborrecem ou, muitas vezes, nos ultrajam. Mas, ter esse quase infinito equilíbrio seria para alguém que vivesse num maravilhoso mosteiro medieval, situado no ponto mais alto de uma elevada montanha, em quase absoluta quietude, onde o único ruído fosse a sinfonia da natureza! Caminhadas vagarosas e prazerosas, com a leitura de milenares manuscritos e retorno para frugais repastos! O acordar com o cheiro penetrante do orvalho e o deitar-se à luz silenciosa e observadora das estrelas! No mundo real e de sobrevivência em que vivemos, a paz e o equilíbrio do corpo, da mente e da alma é um bem que podemos alcançar, se não plenamente, mas certamente de modo suficiente para o encontro da tranquilidade e da felicidade, bens que todos buscam, mas nem todos sabem o que é, exatamente! Na verdade, sem nos darmos conta, já temos um bem supremo, a vida, da qual devemos cuidar com alegria, serenidade, generosidade e sensualidade!BEM VALIOSO"A paciência é tudo." - Rainer MariaRilke, escritor austríaco (1875-1926), que foi secretário do escultor Auguste Rodin (1840-1917).
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