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sábado, 30 de janeiro de 2010

HEDONISMO

ORDEM NATURAL
Os laços, de qualquer natureza, têm um tempo certo para atar ou desatar e, frequentemente, dependem de forças que não podemos controlar ou submeter às nossas vontades!
O dia nublado remete a alma à calma e o espírito fica mais dócil, embora pleno de desejos!
Na natureza, as flores e o trinado dos pássaros são sinfonia de esperança!
A vida se esvai para alguns, cessa para outros, aflige para um tanto e brilha para as crianças e os otimistas!
A VERDADE
Encontrou a amiga que não via desde a adolescência. Mal a reconheceu ao olhar para o mapa do seu rosto desenhado com rugas, pintas e flacidez. Achou-a velha, apesar da leve blindagem da alegria do efusivo reencontro após tantos anos!
Despediram-se!
À medida que os encantos do entusiasmo do encontro foi se arrefecendo, começou a refletir sobre o rosto envelhecido que vira! Tinham a mesma idade!
A primeira coisa que fez ao chegar em casa foi olhar-se ao espelho. Tentou se convencer, com seus próprios fátuos argumentos e incapacidade de se enxegar, que estava muito melhor e mais jovem que a amiga!
Jantou preocupada!
Foi dormir angustiada!
Não queria acreditar que também envelhecera e admitir que os outros também à veem como viu a amiga!
Flertou com o espelho e, mais uma vez, enganou-se a si própria, acreditando que seu rosto era o mesmo de outros tempos, numa doce e dissimulada ilusão, sem se dar conta do tempo certo das coisas da vida e da felicidade que existe em cada uma de suas etapas!
HEDONISMO
Todos querem ser felizes! Entretanto, o que é felicidade ? Sua busca e definição são profundamente controversas! Para alguns, é ter prazer físico e material: muito dinheiro, bens de consumo requintados, fama. Para outros, felicidade perfeita somente é possível numa outra vida futura!
Para os antigos filósofos como Sócrates (470-399 aC), Platão ( 427-346 a.C), Zenão de Cício (335-264 a.C), Epicteto (50-127 a.C), Marco Aurélio (121-180 d.C), entre outros, a felicidade estava no simples viver, com a alma plácida, o espírito sem perturbação, e os bens, somente os necessários para uma vida com dignidade.
Entre a filosofia e o real desejo do ser humano, um hedonista por excelência, existe uma distância planetária que jamais será
percorrida!
VALOR REAL
" Não acumules ouro na terra, porque o ouro é pai do ócio, e este, da tristeza e do tédio. " - Jorge Luiz Borges (1899-1986), escritor argentino em 'Fragmentos de um evangelho apócrifo'.

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