ORDEM NATURAL
Os laços, de qualquer natureza, têm um tempo certo para atar ou desatar e, frequentemente, dependem de forças que não podemos controlar ou submeter às nossas vontades!
O dia nublado remete a alma à calma e o espírito fica mais dócil, embora pleno de desejos!
Na natureza, as flores e o trinado dos pássaros são sinfonia de esperança!
A vida se esvai para alguns, cessa para outros, aflige para um tanto e brilha para as crianças e os otimistas!
A VERDADE
Encontrou a amiga que não via desde a adolescência. Mal a reconheceu ao olhar para o mapa do seu rosto desenhado com rugas, pintas e flacidez. Achou-a velha, apesar da leve blindagem da alegria do efusivo reencontro após tantos anos!
Despediram-se!
À medida que os encantos do entusiasmo do encontro foi se arrefecendo, começou a refletir sobre o rosto envelhecido que vira! Tinham a mesma idade!
A primeira coisa que fez ao chegar em casa foi olhar-se ao espelho. Tentou se convencer, com seus próprios fátuos argumentos e incapacidade de se enxegar, que estava muito melhor e mais jovem que a amiga!
Jantou preocupada!
Foi dormir angustiada!
Não queria acreditar que também envelhecera e admitir que os outros também à veem como viu a amiga!
Flertou com o espelho e, mais uma vez, enganou-se a si própria, acreditando que seu rosto era o mesmo de outros tempos, numa doce e dissimulada ilusão, sem se dar conta do tempo certo das coisas da vida e da felicidade que existe em cada uma de suas etapas!
HEDONISMO
Todos querem ser felizes! Entretanto, o que é felicidade ? Sua busca e definição são profundamente controversas! Para alguns, é ter prazer físico e material: muito dinheiro, bens de consumo requintados, fama. Para outros, felicidade perfeita somente é possível numa outra vida futura!
Para os antigos filósofos como Sócrates (470-399 aC), Platão ( 427-346 a.C), Zenão de Cício (335-264 a.C), Epicteto (50-127 a.C), Marco Aurélio (121-180 d.C), entre outros, a felicidade estava no simples viver, com a alma plácida, o espírito sem perturbação, e os bens, somente os necessários para uma vida com dignidade.
Entre a filosofia e o real desejo do ser humano, um hedonista por excelência, existe uma distância planetária que jamais será
percorrida!
VALOR REAL
" Não acumules ouro na terra, porque o ouro é pai do ócio, e este, da tristeza e do tédio. " - Jorge Luiz Borges (1899-1986), escritor argentino em 'Fragmentos de um evangelho apócrifo'.
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