TRADIÇÕES
Diluem-se as tradições no rápido caminhar das décadas! Costumes milenares, seculares, antigos, são substituídos por novos, com novas formas que em nada lembram as antigas!
Outras pessoas, outros valores! Gente jovem, como que contestadora, sem raiz ainda, com história por fazer!
Constrói-se novos costumes, nem piores, nem melhores! São apenas novos costumes de novos tempos!
Homens, acontecimentos, feitos e celebrações, um dia relevantes e cheios de brilho, são esquecidos, ignorados ou, no máximo, transformados em verbetes de dicionário!
É o tempo que passa, aplaca os espíritos e embaça a memória!
COMPAIXÃO
A agressividade, suas causas e efeitos, extrapola os limites da psicologia para interessar também o direito, a sociologia e a política. O fenômeno da agressão atravessa a história desde as civilizações mais remotas.
É preciso muito pouco para que alguém se sinta 'ofendido' por causa da atitude de outro, e quanto mais inferior o nível de formação intelectual e a condição social, mais irracional será o 'espírito da ofensa.'
À agressão verbal ou à física, premeditada ou não, fatal ou não, segue-se a 'máscara' da humildade, do arrependimento ou da conveniente mentira do seu autor, excusando-se do seu ato irracional.
A midia reporta, diariamente, as irracionalidades do homem, que, por ironia, é definido pela antropologia, como animal racional.
" O homem é o lobo do homem " (Thomas Hobbes, pensador inglês em 1.588), e mais do que os fenômenos da natureza, ele preda o seu semelhante, num assustador e crescente varejo, com a pedofilia, o ciúme doentio, a rejeição na relação amorosa, os assaltos a pedestres e veículos, o ganho fácil em distorcido viés, a inútil altercação no trânsito, e todo um compêndio de motivos ignóbeis gerados pela natural arrogância de um ego que coloca a si próprio como centro verdadeiro do mundo, acreditando que o entorno seja formado de serviçais menores e seres inferiores!
O mundo, para sobreviver, precisa de menos predadores e de mais serenidade e compaixão!
FELICIDADE
" Nem a posse de riquezas, nem a abundância das coisas, nem a obtenção de cargos ou o poder produzem a felicidade e a bem-aventurança; produzem-na a ausência de dores, a moderação nos afetos e a disposição de espírito que se mantenha nos limites impostos pela natureza. " - Epícuro (341-270 a.C.), filósofo grego.
Caro Augusto:
ResponderExcluirGostei muito do seu tema do dia 4 "Tradições".
Senão vejamos: Valores. Quais são os verdadeiros valores para os jovens de hoje? O que são homens cheios de brilho para esta massa jovial de hoje? Não fazem a menor idéia. São mesmo umas almas ocas, sem conteúdo e nem conhecimento para discernir estes conceitos.
Você fala de "novos costumes". Nem melhores nem piores. Creio que não. São sim novos costumes que apagam os conceitos dos bons costumes vividos por nós em décadas não muito distantes.Portanto, permita-me discordar de você quando afirma nem melhores ou nem piores, apenas são novos costumes.
Grande abraço