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sábado, 13 de agosto de 2011

I) CRÔNICAS

VIDAS PARALELAS

O menino, com sete anos de idade, foi ao cinema junto com seu pai pela primeira vez, sem saber que passeio tão frugal jamais se repetiria.

O rostinho do menino de calças curtas era de felicidade inebriante, mais pela oportunidade de fazer algo com o pai em raro momento de compartilhamento, do que pelas cenas futurísticas do seriado do Flash Gordon em preto e branco na tela.

Sem perceber, naquele dia, e somente naquele dia, bebeu o elixir do eterno amor pelo pai, mas que, no paralelismo de suas vidas, viria sempre a ser sorvido em raras gotas.

O pai era um exímio violonista, com uma pequena coleção de violões que eram tratados com deferência quase humana, coabitando com pilhas de partituras musicais em uma sala onde somente se poderia entrar sem pôr a mão em nada, recanto quase sagrado onde recebia seus amigos músicos para longa jornada de música, brincadeiras e bebidas.

Do seu trabalho, pouco se sabia, e ninguém perguntava.

A mãe, só cuidava da casa, da comida, da lavagem da roupa, e na sua perene expressão de infelicidade, carregava suas frustrações, sempre a ralhar com seus sete filhos.

Viviam em uma mesma casa, mas não eram uma família, na sua melhor acepção como unidade espiritual e de sangue.

Os pais, cada um deles carregando seus fardos, eram distantes, com dificuldades para lidar com si próprios.

As crianças, sem se dar muita conta do que poderiam ter de melhor em uma família, eram felizes, à sua maneira.

As datas importantes não eram lembradas, e os dias eram todos iguais.

Não havia, nem ao menos o ruidoso almoço dominical com todos à mesa, falando ao mesmo tempo, chupando macarrão, comendo em uma alegria e pressa que significavam que as brincadeiras estavam esperando por elas.

Viveriam juntos várias décadas, em vidas paralelas, onde os encontros seriam acidentais.

O amor foi sempre o mesmo, mas, desconhecidos um do outro e de si próprios, viveriam na escuridão da falta de estrutura familial.

Viveriam sempre perto, mas não viveriam sempre juntos e unidos, como toda família deveria viver!

PODER

Ao homem não pode ser dado poder ilimitado, embora ele, o homem, frequentemente acredite que o detenha.

A história da civilização tem os povos sangrados pelos seus abusos.

O homem com muito poder é um lamentável gestor de si próprio, com sua soberba e autoritarismo, e pretende gerir o destino daqueles que são alcançados por ele, como se objetos dos seus desejos e interesses fossem.

II) MESTRES

......"Digo-lhes aqui e agora, meus amigos: mesmo que tenhamos de enfrentar dificuldades, hoje e amanhã, eu tenho um sonho. Um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Sonho que, um dia, nosso país se levantará e viverá de acordo com o verdadeiro significado da sua doutrina: - Acreditamos que estas verdades são evidentes por elas próprias: todos os homens são criados iguais.

Sonho que, um dia, sobre as colinas vermelhas da Geórgia, os filhos dos antigos escravos e os filhos dos antigos proprietários de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.

Sonho que, um dia, o Estado do Mississippi, ele próprio, sufocado pelo calor da opressão, se transformará num oásis de liberdade e de justiça.

Sonho que minhas quatro crianças viverão um dia num país onde não as julguem pela cor da pele, mas pela natureza do seu caráter.

Hoje, eu tenho um sonho!.......

Martin Luther King (1929-1968), pastor americano, defensor dos direitos civis, Prêmio Nobel da Paz de 1964.

III) LITERATOS

Sir Ian Fleming, escritor, jornalista e agente do serviço secreto britânico durante a Segunda Guerra Mundial, tornou-se célebre por ter criado o agente 007, James Bond.

Estudou no famoso Eton College, cursou a Academia Real de Sandhurst, mas deixou sua mãe furiosa ao trocá-la por um curso de idiomas nos Alpes sem sequer ter conseguido um mínimo posto de oficial.

Trabalhou como jornalista em Moscou durante quatro anos e foi corretor da Bolsa de Valores de Londres.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi designado ao Serviço de Inteligência da Marinha Britânica, e devido aos seus conhecimentos e facilidade com idiomas, serviu como assistente pessoal do Almirante John H. Godfrey, cujo perfil serviu parcialmente como modelo para o desenvolvimento da personagem M , o superior hierárquico de James Bond.

O primeiro livro de Fleming foi um guia de correspondente de guerra, que serviu para treinamento do pessoal do Serviço de Inteligência.

O primeiro livro sobre James Bond , Casino Royale, de 1953, é parcialmente baseado na sua má sucedida experiência com jogos de azar, durante sua estada em Portugal, e foi no famoso Cassino de Estoril onde, aparentemente, Ian Fleming conheceu Dusko Popov, que serviria como modelo para a criação de James Bond.

O personagem foi apresentado ao público em livros de bolso na década de 1950, com a novela Casino Royale, tornando-se sucesso de venda.

Na década seguinte, os livros viraram uma grande franquia no cinema, a mais duradoura e bem sucedida financeiramente, com mais de 20 filmes oficiais, começando com O Satânico Dr. No, em 1962, com Sean Connery interpretando James Bond.

IV) PENSAMENTO LIVRE

Os laços são, de alguma maneira, para sempre, como a marca do ferro, quer os tenhamos rompidos ou não, quer gostemos ou não!

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