
I) CRÔNICAS
IMPERMANÊNCIA
A vida é mutável, inconstante, uma montanha russa para alguns, um carrossel para outro tanto, com um sobe e desce, abrupto ou suave, alegria ou tristeza, amor ou desamor, afeto ou desafeto, sonho ou realidade.
Crescer em si mesmo é a quase impossível missão que não se ousa empreender, a não ser que a destruidora força da fatalidade aconteça e derrube todas as veleidades, mostrando ao homem quão frágil ele é, quão dependente de quase tudo e todos que orbitam à sua volta ele é.
Presunçoso, o homem não se dá conta de si próprio.
Sobra-lhe a arrogância, em meio ao seu mundo, desértico de humildade!
NIRVANA
É possível a ausência total de sofrimento, diminuto que seja?
É possível a paz e a plenitude duradouras?
Busca-se uma felicidade utópica, abstrata, porque o verdadeiro nirvana é feito das coisas mais simples que aquecem o coração daqueles que vivem de raras expectativas e agradecem tudo o que recebem, para aprender, para crescer , para se realizar!
II) MESTRES
" A sabedoria não se transmite, é preciso que nós a descubramos fazendo uma caminhada que ninguém pode fazer em nosso lugar e que ninguém nos pode evitar, porque a sabedoria é uma maneira de ver as coisas. " - Marcel Proust (1871-1922), escritor francês, autor de 'Em Busca do Tempo Perdido.'
III) LITERATOS
Simone de Beauvoir, escritora, filósofa existencialista e feminista francesa, nasceu em Paris e, 9 de janeiro de 1908 e faleceu na mesma cidade em 14 de abril de 1986.
Escreveu romances, monografias sobre filosofia, política, sociedade, ensaios, biografias e uma autobiografia.
Adolescente desajeitada, dedicada completamente aos livros e à aprendizagem, ignorou os esportes, porque não era nada atlética. Estudou em uma escola católica.
Aos 15 anos já havia decidido que seria uma escritora.
Bachlerou-se em matemática e filosofia, estudou matemática, literatura e línguas, e filosofia na Universidade de Paris (Sorbonne), onde conheceu Jean-Paul Sartre, a quem se uniu estreitamente, criando uma relação polêmica e fecunda, que lhes permitiu compatibilizar suas liberdades individuais com sua vida em conjunto, vivendo longas relaçõesw amorosas cada um com outras pessoas.
Em suas obras explorou os dilemas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual, o papel da mulher na sociedade, e a atitude da sociedade para com os idosos.
Destacam-se entre seus ensaios críticos: O Segundo Sexo (1949) e A Velhice (1970).
Morreu de penumonia em Paris, aos 78 anos, sendo sepultada no mesmo túmulo de Jean-Paul Sartre, no Cemitério de Montparnasse, em Paris.
IV) PENSAMENTO
Nada é bom todo o tempo, nem o melhor amor!
fotos: Simone de Beauvoir, pintura de Monet

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