I) CRÔNICA
CAIXA DE PANDORA
Pandore, por Jules Joseph Lefebvre, 1882.
Zeus, o soberano dos deuses, entregou a Pandora uma caixa bem fechada e ordenou a ela que não a abrisse. Mas, Pandora não resistiu à fraqueza da curiosidade e a abriu.
Os males do mundo então escaparam: a insanidade, a doença, a inveja, a descontrolada paixão, o vício, as doenças, as injustiças, a fome e tantos outros males.
Pandora tentou rapidamente fechá-la, mas somente um bem ficou na caixa: a esperança.
O mundo, que não é um eldorado, onde o ouro é a paz, a fraternidade, o idealismo, o respeito, as boas maneiras, a temperança, a isenção de julgamento e o amor desprendido, tende, cada vez mais, a ser conturbado, sobrecarregado de inúteis desinteligências, ressentidas opiniões críticas e busca irrefletida de poder de um sobre o outro, desde o núcleo familiar, onde as virtudes deveriam imperar, estendendo-se por todas as lides existentes no meio social.
A crítica parcial e sem fundamento, o protesto violento, o ódio sem sentido e a destruição patrimonial física e humana, são a nave-mãe de um mundo atabalhoado e inundado de impessoalidade e de uma comunicação rápida e superficial por meio eletrônico.
A compreensão, a paciência e a boa-vontade para o entendimento são a decorativa chave da caixa de Pandora que, renitente, ainda guarda o melhor do ser humano, na incansável crença na esperança de que um dia tudo será diferente, tudo será o eldorado!
II) LIVROS
MELISSA
de Stefânia Andrade
A coleção Melissa tem como pilares a construção da identidade, a valorização da família e a reflexão acerca do mundo investigativo infantil.
Melissa é uma menina alegre, esperta e curiosa, de 5 anos de idade. No ambiente familiar, com sua curiosidade e inteligência ela apresenta a dicotomia: ela é uma criança grande ou uma criança pequena?
O primeiro livro da série tem também uma versão em inglês.
Stefânia Andrade é formada em pedagogia pela UNESP e tem especialização em alfabetização e educação infantil.
É imortal da Academia Joseense de Letras, ocupando a cadeira de nº 26.
III) COMPORTAMENTO
O METRÔ (VLT) E A MUDANÇA
A mudança da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), o Light Rail Vehicle (LRV), o metrô de superfície, comum em cidades grandes da Europa e Estados Unidos que têm que lidar com o crescimento populacional, o custo da operacionalidade do equipamento público e a qualidade de vida dos seus cidadãos, da zona sul para o centro da cidade, é uma formidável notícia para a cidade.
O núcleo de uma cidade não pode se espalhar para as suas periferias, o que é uma realidade natural, saudável e necessária no seu processo evolutivo, sem que haja canais de comunicação em meio à sua infraestrutura básica de onde se origina e a nascente.
Há que se destacar que São José dos Campos teve administrações públicas inovadoras desde os seus tempos de Estância Climatérica e Hidromineral, mas 4 momentos são revolucionários no seu desenvolvimento:
1º) A decisão de doação da área do Campos dos Alemães para a instalação do atual DCTA (Departamento do Centro Técnico Aeroespacial) no final dos anos 1940 e de área anexa para a EMBRAER, na segunda metade dos anos 1960;
2º) O projeto e implantação do anel viário, hoje Complexo Viário Sérgio Sobral de Oliveira, a partir dos anos 1970;
3º) A abertura e os incentivos fiscais para a instalação de empresas de natureza comercial, de renome nacional, a partir dos anos 1970;
4º) O anúncio e o projeto de implantação do primeiro trecho do metrô de superfície (VLT), no centro da cidade.
IV) PENSAMENTO
Encontraram, no recôndito de suas almas, sem que um soubesse do outro, a felicidade, mas não sabiam se poderiam dela desfrutar, presos que estavam ainda ao recato da deliciosa abstração das expectativas da torrente de palavras e toques prestes a explodir sentimentos!
V) TÚNEL DO TEMPO
O POETA CASSIANO RICARDO
O poeta Cassiano Ricardo era um representante do modernismo. Nascido em São José dos Campos em 1895, formou-se em direito no Rio de Janeiro e trabalhou como jornalista. Aproximou-se, principalmente, de Menotti del Picchia à época da Semana de Arte Moderna de 1922.
Em 1928, publicou Martim Cererê, importante experiência modernista primitivista-nacionalista.
Foi eleito imortal da Academia Brasileira de Letras em 1937. Faleceu no Rio de Janeiro em 1974.
Neste ano, a 47ª Semana Cassiano Ricardo, evento promovido pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, presidida por Alcemir Palma, foi iniciada no dia 24 de outubro e estendendo-se até o dia 10 de novembro, quando estará sendo realizada a Bienal do Livro de São José dos Campos.
A 47ª Semana Cassiano Ricardo retoma suas origens e tem sua programação voltada para a obra de Cassiano Ricardo e tem a importante participação de imortais da Academia Joseense de Letras, presidida pelo poeta Wilson R.







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