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sábado, 31 de outubro de 2009

RACIONALIDADE

JULGAMENTOS
No início das civilizações, a 'justiça' podia ser feita pela execração pública, pelo apedrejamento, sem que houvesse qualquer julgamento dentro de um ordenamento jurídico fundamentado em princípios de ordem ética, moral e de convivência social. Bastava o grito de qualquer incauto e a turba enfurecida, sem qualquer comiseração , julgava e punia o alvo da sua insanidade coletiva. Personagens bíblicos como Maria Madalena e Moisés escaparam por pouco de tal 'justiça.' Assim foi o 'apedrejamento' moral de uma jovem que foi à aulas numa universidade da capital paulista, há alguns dias atrás. Alguém, em meio à multidão de estudantes, gritou injúrias do alto da sua questionável estatura moral e o crescente coro de imprudentes arautos se somou ao torpe 'linchamento' moral que de tão extremado necessitou de intervenção policial para ser contido e não se transformar em algo de consequências imprevisíveis. Que valores éticos e morais levaram essas pessoas a 'julgar' alguém pelo comprimento de uma saia, como se pelas ruas não fossem comuns generosos decotes, umbigos graciosos e saias curtas ? Atitude primata de gente eivada de pecados, sem direito a atirar a primeira pedra. O cientista Albert Einstein (1879-1955), em um artigo publicado em 1936 na revista The New Yorker, se dizia entusiasmado com os grandes avanços das ciências e da tecnologia, mas mostrava-se apreensivo quanto ao ser humano, que achava, não evoluia da mesma maneira.
Dentre os seres viventes, o maior predador do ser humano é o próprio ser humano, numa destruição que pode ser tanto física quanto moral, porquanto ele é incapaz de expurgar toda sua imperfeição, toda sua impureza de si próprio, embora sempre se considere bom e generoso.
LOBO
"Homo homini lupus." - "O homem é o lobo do homem." - Thomas Robbes (1588-1679), filósofo inglês.
TÉDIO
Trabalham quase todos enfadados, em contínuo tédio de nublados sonhos que perduram por trinta ou mais anos em tristonha rotina. Virada a página, já em idade naturalmente limitadora de sonhos, projetos e ambições, veem iniciar-se alguns outros anos de enfado, agora sem obrigações, mas também sem realizações e aventuras, pois, jamais prepararam o espírito e o corpo para o mais velho porvir. Quem sabe eles são motoristas de ônibus urbanos, escriturários de salas sem brilho, caixas de supermercados, esposas e esposos de casamentos rotineiros e desesperançados.
AUSÊNCIA
"Às vezes vivemos como se estivéssemos ausentes, como se estivéssemos em um grande sono."- Heráclito (540-480), filósofo grego.

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