O MAL DO PODER
O homem que ordenou a edificação da grande muralha da China, linha defensiva de 2.300 km de comprimento, no século III, foi o Imperador Che Huan-ti, o mesmo que mandou queimar todos os livros anteriores a ele, numa rigorosa abolição do passado de 3 mil anos, porque a oposição política os invocava para louvar antigos imperadores, e, além disso, ele queria ser, eternamente, o primeiro e único.
Cercou um império com uma extraordinária obra da engenhosidade humana ao mesmo tempo em que destruiu o conhecimento e a história, como a buscar o elixir da imortalidade do seu nome, sabedor da finitude do corpo.
O poder, segundo Max Weber (1864-1920), economista e filósofo alemão, "é a probabilidade de impor a própria vontade, dentro de uma determinada relação social, ainda que contra a vontade do sujeito passivo."
O homem, no conceito de Thomas Hobbes (1588-1679), filósofo inglês, "é naturalmente mau, egoísta e ambicioso."
Uma vez no poder, é capaz de desvestir-se, de todos os princípios éticos e morais, se os tiver, para sobrepor sua vontade em proveito próprio, e, frequentemente, com insanidades!
O ideal do bem comum, fonte de onde bebem os verdadeiros líderes e idealistas, é uma figura retórica para o mau no poder!
Assim era o homem no princípio dos tempos, assim tem sido em tempos outros antes e depois de Cristo, assim continuará a ser até os tempos de longínquo e inimaginável futuro, porque é de sua natureza!
MAU
" O homem, na sua maioria, é fraco, mau e corrupto." - John Adams (1753-1826), filósofo e político, um dos articuladores da independência dos Estados Unidos, embaixador americano junto à França e à Holanda, vice-presidente durante 2 mandatos e presidente dos Estados Unidos (1797-1801).
Nenhum comentário:
Postar um comentário