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sábado, 26 de junho de 2010

AUSÊNCIA

SENTIMENTOS VELADOS
As coisas que não dissemos nem fizemos!
O gosto não saboreado, o prazer não sentido!
A desesperança do inatingível na distância tão perto!
O olhar discreto de relançe, a palpitação em suave crescer dos sentidos!
A alma em sofrimento contido, a esperança em elevado voo!
O pôr do sol no horizonte tão longe quanto as possibilidades do seu querer!
Seu coração, sôfrego, se entristece não pelo que quer ter, mas pelo que deseja entregar!
TUDO MUDA
Há uma cidade velha que se apaga, histórias que se diluem no tempo que faz tanto tempo!
Calçamento de paralelepípedos, num dia distante no passado, moderna tecnologia, hoje incômodo pedregulho simétrico de lento passar, redutor natural da ansiedade e da pressa desnecessária do imprudente condutor da carruagem sem cavalos!
Paredes centenárias com salas beirando as calçadas em ruelas curvas, substituídas pelo vidro, cores e amplitude vertical!
O velho que já prestou muitos serviços e já brilhou!
O novo que inicia a rotineira jornada dos séculos, que vai fazer história, brilhar, e depois ser também substituído por outro novo, na inexorabilidade do tudo que muda sempre!
AUSÊNCIA
Um não enxerga mais o outro!
Foi-se a magia, o carinho e a sensualidade da presença do outro!
O espírito distante, um olhando o norte, o sul o outro!
Na mesa, o silêncio da ausência presente, quebrado apenas pelo leve e bucólico recostar dos talheres nos pratos!
Um dia, repartiram sonhos, desejos, palpitações e esperanças!
Hoje, acomodada irresolução e enfado!
É um casal, como tantos, prisioneiro das suas impossibilidades!
APREENDENDO O HOJE
" O tempo é uma torrente impetuosa, como um rio que tudo carrega. Mal se vislumbra alguma coisa e ei-la que some. Surge outra, e já se vai também. " - Marco Aurélio (121-180), filósofo e imperador romano.

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