TALENTO
Emily Brontë (1818-1848) foi autora de uma única obra: O morro dos ventos uivantes, que está entre os grandes clássicos da literatura mundial de todos os tempos.
Não foi sua única obra por falta de inspiração, mas sim devido à sua morte prematura de tuberculose aos 30 anos de idade.
Vinha de família de leitores apaixonados: seu pai e suas duas irmãs, que desde cedo liam a Biblia, Homero, Virgilio e Shakespeare, entre muitos outros, na biblioteca do pai.
Emily, criada num ambiente religioso e austero por seu pai, vigário, escreveu sobre a essência da maldade, do sadismo e da força destrutiva do amor, enquanto ela própria era jovem, bonita, introspectiva, tímida, não chegando a ter vida amorosa e jamais tendo saido de Yorkshire na Inglaterra.
O talento não se submete a regras! Ele pertence ao mundo e , como uma flor que recebe sol e água para brilhar, ele espraia sua grandeza da maneira mais inusitada, mais liberta e mais universal que as tolas regras do hábito, dos costumes e do conservadorismo possam permitir!
O talento é como um grande pássaro em livre e incontrolável voo pelo pelos céus da criação!
TRÊS MINUTOS
Um dia os relacionamentos durarão 3 minutos!
O ser humano vive um turbilhão de vontades num deserto árido de entregas de coração aberto!
Deseja-se para si próprio! Não se pergunta os desejos dos outros!
Ter, não entregar!
Um dia, 3 minutos bastarão para que se satisfaça o egoísmo, tão inócuo que é!
Um dia, bastarão 3 minutos para que sejamos estranhos num mundo de iguais!
LEMBRANÇAS
A lembrança nunca se dissipa no recôndito de nossa mente!
Ela apenas muda de tom, de intensidade, se abrandando indefinidamente e quase sem dor, quase sem ardor!
As boas lembranças nos alegram o espírito quando voltam à tona, as más nos castigam os sentidos!
DESILUSÃO
Vive uma vida pequena, da humilde casa em que vive, em decana construção de reboco, para o trabalho rotineiro no cinzento escritório de iguais sem emoções!
Vive uma vida pequena, sem amigos, sem família, sem criatividade, sem prestígio, sem nada a acrescentar!
Nele, o entusiamo dos outros é dormência!
Nele, a discussão inflamada e apaixonada é a mudez do espanto!
Ele é um presente, ausente!
UNO E INDIVISÍVEL
Na foto, os que cresceram, os que ficaram e os que se foram!
A vida é um jogo de imponderáveis variáveis!
A eternidade é tão efêmera quanto o sopro do vento!
Desperdiça-se amores e humores que se perdem no cipoal das imprudências e das vaidades!
Na foto, os que ficaram, não necessariamente os melhores e mais felizes, mas talvez os mais protegidos pelo destino!
Os caminhos da vida não são uma linha reta!
As regras não existem! O viver é de cada um, é uno, é indivisível! O viver quase incólume e feliz é uma dádiva!
SONHO
Tinha por ele sentimentos tão fortes e tão elevados quanto a maior das montanhas!
Tinha tanta certeza desses sentimentos quanto na certeza do amanhecer do novo dia, tanta certeza quanto o milenar, indolente e contínuo bater das águas do mar nas areias da praia!
No seu imaginário, o mundo sem ele era um enorme deserto!
O ar que respirava era o do calor da sua voz baritonada, do seu olhar contemplador e generoso, do seu toque gentil e do seu abraço terno!
Amava um sonho! Jamais se casara, e nem ao menos namorara!
Seus sentimentos eram vividos no encantamento dos seus sonhos!
Sonhos sem desavenças, desencontros e desencantos!
Sonhava uma ficção! Era feliz, mesmo sem tocar, só sentindo!
DESTINO
" Tudo já está determinado, tanto o início como o fim, por forças sobre as quais não temos nenhum controle. Tudo está determinado, tanto para o inseto como para a estrela. Seres humanos, vegetais, poeira cósmica, todos nós dançamos conforme uma música misteriosa, entoada à distância por um músico invisível. " - Albert Einstein (1879-1955), físico ganhador do Prêmio Nobel de física de 1921.
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