FEITO RARO
Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua (20/7/1969), completou 80 anos de idade na última semana.
" Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade."
Esta foi a frase emblemática que pronunciou, assim que desembarcou na lua, em transmissão pela televisão em preto e branco vista por 25% dos habitantes do planeta, e que encantou o mundo, então!
Incrédulos chegaram a achar que era uma montagem, tal a mística da lua na sua galática distância a clarear a negritude da noite e a servir de encanto e acalanto para enamorados em versos cobertos de rimas de amor e ternura!
O feito de Neil Armstrong, um homem de vida discreta, é único e estará na história da humanidade ad eternum!
Teve a rara oportunidade de uma experiência maior do que sua própria vida!
DIREITO DE PREFERÊNCIA
O primeiro sinal de trânsito do mundo foi colocado na cidade de Cleveland, Ohio, no dia 5 de agosto de 1.914.
Nos primeiros tempos do carro, dirigir pelas ruas da América era uma experiência caótica, com pedestres, bicicletas, cavalos e bondes competindo com o carro pelo direito de preferência.
Aos poucos foram surgindo os sinais de trânsito e depois as leis, para controlar o descontrole do homem sobre a fascinante máquina de locomoção e símbolo de status em que se transformou o carro, que no início da sua história era uma carruagem barulhenta sem cavalos.
Classificador social e importante meio de produtividade e ágil locomoção, o carro se transformou em perigosa arma nas mãos de imprudentes e insensatos motoristas que, passados mais de 100 anos, continuam a competir pelo direito de preferência, com, frequentemente, trágicos resultados!
As barulhentas carruagens a cavalo, com partida a manivela evoluiram para potentes, sofisticados e velozes carros, enquanto os paramentados, românticos e corajosos chauffeurs regrediram para impacientes, arrogantes e muito pouco respeitadores motoristas de carro!
O FIM
Os finais, à exceção do '...e foram felizes para sempre!', são sempre tristes, carentes de explicações, deprimentes ou frustrantes.
O fim da amizade, do casamento, da relação profissional, da vida, que, em aposição ao início, é cheio de expectativas, planos, esperanças, alegrias e corações pulsantes e amantes!
Os finais são vagos de palavras, turbulentos, doloridos, súbitos, gritantes, trágicos, humilhantes, rancorosos, frios e de mudo ressentimento!
A indiferença, com sua áspera e silenciosa veemência, é o reverso do que foram um dia sublimes relações de horizonte comum!
SERENIDADE
" Por indecisão ou por negligência ou por outras razões, não me casei, e agora estou só. Não me dói a solidão; já é bastante esforço alguém tolerar a si próprio e a suas manias. Noto que estou envelhecendo; um sintoma inequívoco é o fato de que não me interessam ou surpreendem as novidades, talvez porque perceba que nada de essencialmente novo existe nelas e que não passam de tímidas variações. Quando era jovem, atraíam-me os entardeceres, os arrabaldes e a desdita; agora, as manhãs do centro e a serenidade. " - Jorge Luis Borges ( 1899-1986), escritor argentino em 'O congresso.'
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