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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

ILUSÃO

ILUSÃO
Vemos envelhecer aqueles que nossa retina gravou como eternamente jovens, saudáveis, corajosos, diferentes, heróis, superiores!
Ver envelhecer nas novas imagens, os jovens das reprises costumeiras: Al Pacino, Sean Connery, Tim Robbins, Elizabeth Taylor, Julie Andrews, com seu Michael Corleone, James Bond, Andie Dusfraine, Cleópatra, Maria, em 'O Poderoso Chefão', '007', 'Um sonho de liberdade', 'Cleópatra a Rainha do Nilo', 'A Noviça Rebelde.'
De repente, são mais velhos, com cabelos brancos, mais pesados, plastificados, e não mais os eternos heróis de rosto saudável e jovial que gravamos em nossas memórias!
Somos admiradores, fans de pessoas que ocupam um lugar no nosso ideário de vida, enquanto eles jamais nos conhecerão, jamais saberão quem somos, como se fôssemos uma grande e uniforme massa sem identidade!
Pessoas que pagamos para ver, mas que jamais nos enxergarão!
Um gostar lúdico, distante, sem atritos, sem discussões, sem contrariedades, sem rupturas!
Uma convivência limitada ao apertar de um botão de um equipamento eletrônico ou da ida a uma cinema!
Uma ilusão! Uma benfazeja ilusão! Um devaneio embevecedor que eleva o comum mortal ao mundo do faz-de-conta que a magia do cinema transporta para o utópico mundo do irreal da plena felicidade e das aventuras que tornam o ser humano imortal e não um comum e rotineiro ser vivente!
FINITOS
Por que somos finitos?
Por que essa finitude que nos contraria a vontade?
Por que não uma eterna permanência que nos permita a correção dos desacertos, o aprimoramento das virtudes e o gozo de uma vida plena de realizações e de elevado espírito?
Por que finitos como o breve pé de alface e não infinito como a imponente montanha?
Por que finitos como a paixão e não infinitos como o amor de pais de filhos?
Por que finitos como as novidades e não infinitos como o dia e a noite cheia de estrelas?
Não podemos viver à espera do milagre da eternidade, a qual não conhecemos, não sabemos bem para que, e nem porque!
Muitos dos que verdadeiramente amamos, viverão tanto quanto um pé de alface, a paixão e as novidades, deixando-nos na alma o eterno vazio do insubstituível e do seu verdadeiro amor!
Por isso, a vida tem que ter seu tempo certo, para cada um de nós! A eternidade pertence ao tempo!
LAÇOS
Na anual e tradicional celebração, famílias tradicionais, as de ontem, e famílias não-tradicionais, as de hoje!
Famílias de avós, pais, filhos, netos, bisnetos!
Famílias de dois, de pai e filha, pai e filho, mãe e filho!
Pais que são um pouco mães!
Mães que são um pouco pais!
Os laços da continuidade genética que jamais serão cortados!
As almas incompletas que fazem parecer que nada mudou, mas que todos sabem que está e é diferente!
Os laços são para sempre, como a marca feita pelo ferro, quer os tenhamos rompido ou não!
ETERNIDADE
" Nascemos uma única vez; uma segunda vez não nos é dada e não nasceremos mais por toda eternidade. " - Epicuro (341-270 a.C.), filósofo grego.

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