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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

ALIMENTO

O INCONTROLÁVEL TEMPO
Um dos maiores bens que temos é o tempo, mas dele, pouco nos ocupamos, excetuadas as questões climáticas.
Incorporado às nossas vidas desde o nascimento, o olvidamos, biologicamente e também de moto próprio, em favor de longos períodos de sono e desalentada dormência.
Medido pelo sol, fogo, por ampulheta, pelas teorias de Isaac Newton e Albert Einstein, pelo calendário egípcio, babilônico, grego, juliano, gregoriano, por precisas máquinas, o tempo é, no entanto, pouco preciso quando os sentidos precisam de sua exatidão.
Apesar da medida universal, ele pode ser penosamente longo ou por demais breve, sujeito que é às intemperanças e ditames da ansiedade e da emoção; às aflições da espera do amor que se quer seja correspondido ou pela descoberta do erro cometido, passível, portanto, de punição.
O tempo, tão controlado na sua métrica, é incontrolável na alma humana!
ELEGÂNCIA
Absorta e silenciosa, pouco fala, e quando o faz, diz.
Delicada e afável, afasta de si o fel, impregnada que é do mel.
É arquiteta da própria vida, onde recuos e avanços que aos outros afligem, para ela são experiências a serem vividas.
O otimismo, a esperança e o próximo passo estão sempre à sua frente.
Sem crises, enfrenta os percalços com a leveza dos flamingos.
De natural e distante reserva, tem firme olhar num horizonte distante e invisível, que aos outros escapa.
A placidez dos gestos e a elegância com as palavras outorgam à sua comum beleza física uma transcendente áura.
É moderna rainha que não precisa de roupas diferençadas, pois, é dotada de visíveis virtudes!
VIDA CINZENTA
Fez tudo como os outros, mais aqui, menos ali.
Por insegura feiura, mais aos seus olhos que aos dos outros, ou por indecisão, falta de vocação ou outra inócua razão, não se casou.
Intempestivo nos tempos idos, lamenta as perdas resultantes do seu desatino.
No crepúsculo da sua existência, vive só.
Vive o monótono ócio de uma aposentadoria sem vida.
A resignada solidão parece não lhe doer, mas caminha, de ombros baixos, como a puxar sozinho pesados fardos de infelicidade.
Sente que envelhece, porque nada o surpreende ou interessa.
Está condenado ao burburinho do seu angustiante silêncio!
ALIMENTO
" Os animais irracionais que somente têm o corpo para manter, ocupam-se, constantemente, em procurar alimentá-lo; porém, os homens, cuja principal parte é o espírito, deveriam, primeiro que tudo, utilizar o tempo na busca da sabedoria, que é seu verdadeiro alimento. " - Rene Descartes (1596-1650), filósofo, matemático e físico francês em 'Princípios da filosofia.'

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