I) CRÔNICAS
CARREGANDO A VIDA
Muitos de nós carregam suas vidas deixando de sentir o encanto de milhares de preciosos momentos, não saboreando a doce seiva desse rico bem, que o tempo consome tão rápido quanto a velocidade da luz do vácuo, tal a brevidade da vida humana.
Sem preparo pessoal e ralos conhecimentos técnicos, quando jovem, trabalha enfadado e sem modos, achando-se merecedor de melhores salários, enquanto aguarda o final de semana para poder ir para a balada, onde pensa está o melhor em sua ainda vida pequena.
Adulto, trabalha quase sempre insatisfeito, ansiando uma vida toda por uma aposentadoria que chegará, quando ele, avançado na cronologia da idade, já terá perdido o viço da juventude, enegrecido o espírito, e ganho as naturais limitações físicas e suas possibilidades de voos realizadores.
No meio tempo das idades, angustia-se com problemas e dificuldades abstratos, impalpáveis e desnecessários, portanto, e sem fim, porque esse é seu espírito.
O ser humano viaja sua vida em busca do que não sabe o que é, pois, quase sempre vive sua vida em um estado catatônico, em sonhos indefiníveis, sem generosidade, sem alma, em abstraimento, e sem projetos fazíveis!
O QUE SOMOS
O que determina o que somos, nossos gostos, o que queremos e o que deixaremos para a apreciação póstera da família, dos amigos, da comunidade, dos estudiosos das artes, das ciências e do progresso da humanidade?
Uma palavra, um gesto, uma atitude, um elogio, uma repreensão, uma alegria, uma dor, uma cena na rua ou outra na televisão, podem mudar todo um pensar, todo um ser, para o bem ou para o mal, para o talento e a criação ou para uma patologia criminosa.
A alma humana é um extenso papiro cuja indecifrável escrita hieroglífica, quando revelada, é, frequentemente, surpreendente!
II) MESTRES
" Chegava sempre em silêncio.
Sob um ângulo me olhava
e, sem nada me dizer
de fora, pela vidraça,
aprovava ou reprovava
com um aceno de mão
o que no instante eu fazia...
Quase sempre era poesia...
Poesia, poesia,
dia e noite eu escrevia,
e, da presença tão doce
de minha mãe, esquecia...
Quando eu dava por sua falta,
a manhã já ia alta
e ela ao longe se sumia...
Eu não sabia, meu Deus,
o tesouro que perdia."
----------------Elisa Barreto, poetisa, no livro 'Tecendo o indefinido'
III) LITERATOS
Jane Austen, escritora inglesa, nasceu em Steventon em 16 de dezembro de 1775 e faleceu em Winchester em 18 de julho de 1817.
Nasceu em uma família pertencente à burguesia agrária, e sua situação e ambiente serviram de contexto para todas as suas obras. Tratava das pessoas comuns com aguda percepção psicológica e um estilo de uma ironia sutil.
Era filha de um pároco anglicano local, que também trabalhava como tutor, atividade muito comum na época devido à falta de ensino formal, para suplementar os ganhos familiares, dando aulas em sua residência.
Em 1803, Jane Austen vendeu seu primeiro livro, Northanger Abbey, que seria publicado somente 14 anos depois.
Suas obras mais notáveis Sense and Sensibility (Razão e Sentimento), de 1810 e Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito), de 1813, foram temas de muitos filmes, de 1938 a 2009.
Um manuscrito de The Watson's, não finalizado por Jane Austen, foi leiloado no dia 14 de julho deste ano por 1 milhão e 600 mil dólares pela casa de leilões Sotheby's de Londres.
----------------"Não quero que as pessoas sejam muito gentis, pois tal poupa-me o trabalho de gostar muito delas." - Jane Austen
----------------"Muitas vezes perdemos a possibilidade de felicidade de tanto nos prepararmos para recebê-la. Por que então não agarrá-la de uma vez?" - Jane Austen
----------------"A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho relaciona-se mais com a opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade, com o que desejaríamos que os outros pensassem de nós." - Jane Austen
IV) PENSAMENTO LIVRE
Tudo passa muito rápido: o segundo, o minuto, a hora, o dia, a semana, o mês, o ano e a vida. Não perca o seu ontem; viva o seu hoje!
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