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sábado, 9 de julho de 2011

I) CRÔNICAS

A PRIMEIRA PEDRA

O pai, aposentado de 55 anos, cigarro à boca, bermudas, chinelos nos pés e abdome saliente projetado pela camisa aberta, lia o jornal e exalava comentários em relação a tudo o que lia, enquanto a esposa tentava assistir a novela e o menino, sentado ao seu lado, à moda índia, montava seus bonecos de super-heróis, manipulando-os em fantasiosas e ruidosas lutas.

- Ninguém respeita nada neste país. - diz o pai em voz irritada.

- Mas, pai, a polícia não pegou sua carteira de motorista porque o senhor estava dirigindo depois de beber?

- Cala a boca, menino! - exclamou o pai.

O menino e a mãe, sorriso de cumplicidade nos lábios, se entreolharam, quietos.

- Olha este outro que bateu na mulher e nem foi preso. Que machista!

- Mas, pai, o senhor não bate na mamãe, mas o senhor grita muito com ela, tirou ela da escola e nunca a deixou trabalhar.

- Cala a boca, menino! - exclamou o pai.

O menino e a mãe, sorriso de cumplicidade nos lábios, se entreolharam, quietos.

- Olha só! O time precisou perder 3 jogos, empatar um e ganhar só um, e esse cara com salário de 300 mil por mês só agora foi mandado embora. Já deveria estar longe há muito tempo!

- Mas, pai, o senhor foi técnico do time do bairro que era quase sempre o último nos campeonatos da cidade e não foi mandado embora só porque comprava as bolas e fazia churrasco para o pessoal do time

- Cala a boca, menino! - exclamou o pai.

O menino e a mãe, sorriso de cumplicidade nos lábios, se entreolharam, quietos, mais uma vez, interessados somente nas fantasiosas lutas dos super-heróis e na simplicidade da novela.

Mal do gênero humano, que atire a primeira pedra aquele que não tem pecado, que não comete a mínima transgressão, que não comete faltas nem na consciência, e nem tem pecadilhos!

MEMÓRIAS

O passado é intocável, não pode ser mexido, imutável que é.

Não pode ser revivido nem com o mesmo brilho ou com os velhos rancores.

Ele pode, no máximo, ser quase totalmente obliterado se dores e desgostos trouxe, ou guardado nas memórias que o coração quer, se emoções e alegrias provocou.

II) MESTRES

"É preferível muito mais servirmo-nos dos nossos olhos para nos guiarmos e apreciar a beleza das cores e da luz, a conservá-los fechados e, assim, guiarmo-nos pelo alheio proceder." - Rene Descartes (1596-1650), filósofo, matemático e físico francês.

III) LITERATOS

Sir Arthur Conan Doyle, escritor e médico britânico, nasceu em 22 de maio de 1859 e faleceu em 7 de julho de 1930. Ficou mundialmente famoso por suas 60 histórias do detetive Sherlock Holmes.

Arthur Conan Doyle viveu e escreveu parte de suas obras em Southsea, um bairro elegante de Portsmouth, Inglaterra.

Proveniente de família rigorosamente católica, herdou de sua mãe o caráter cavalheiresco, tendo sido ela quem lhe ministrou as primeiras letras.

Estudou medicina na Universidade de Edimburgo, e enquanto estudava, começou a escrever pequenas histórias, sendo sua primeira obra publicada antes de ter completado 20 anos.

A sua primeira obra notável foi Um Estudo em Vermelho , publicada em 1887, primeira vez em que Sherlock Holmes apareceu.

Arthur Conan Doyle casou-se 2 vezes e teve 5 filhos.

O personagem criado por ele, o detetive Sherlock Holmes, ficou famoso por utilizar, na resolução dos seus mistérios, o método científico e a lógica dedutiva.

Sherlock Holmes e seu fiel escudeiro Dr. Watson aparecem em 60 obras e mais de 200 filmes. O último deles, é de 2009, estrelado por Robert Downey Jr. e Jude Law.

Hoje, no 221 Baker Street em Londres fica o The Sherlock Homes Museum.

Há uma estátua em homenagem a Arthur Conan Doyle em Crowborough, onde ele viveu por 23 anos, assim como uma estátua de Sherlock Holmes em Picardy Place, Edimburgo, Escócia, próximo à casa onde Arthur Conan Doyle nasceu.

Sir Arthur Conan Doyle morreu de ataque cardíaco aos 71 anos de idade e suas últimas palavras foram para sua esposa: "Você é maravilhosa."

IV) PENSAMENTO LIVRE

Às vezes, cercados de dúbios cuidados, demora, e perguntas e respostas que fazemos e respondemos para nós mesmos, num suspeito círculo vicioso, tomamos uma decisão para não cometer um erro, e, mal nos apercebemos que já o estamos cometendo.

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