

I) CRÔNICAS
PALAVRAS
Entre o que se diz e o que os outros entendem que foi dito, ocorre a curta distância do desentendimento. Tudo depende da isenção de quem diz ou de quem ouve, e do grau do seu relacionamento. Geralmente, um ou outro, ou os dois, estão comprometidos com algum interesse, e este, desvirtua a essência da palavra, a lisura e o melhor entendimento!
MERCADORIA
Tudo tende a ser mercadoria: os sentimentos, as convicções, as deferências, as idéias e as palavras. Tudo tende a um utilitarismo, a uma conveniência, a um interesse. Desprendimento, generosidade, abnegação, altruísmo e independência são pedras preciosas de ínfima prospecção, e de raro uso, num mundo de progressiva competitividade, que desumaniza o ser humano, ocupado que está, quase sempre, no esforço pela sobrevivência ou no desvairado empenho para ter mais poder, qualquer que seja ele!
II) MESTRES
" Pros erros há perdão; pros fracassos tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu." - Luiz Fernando Veríssimo, escritor.
III) LITERATOS
Mario Vargas Lhosa, nascido em 28 de março de 1936, em Arequipa, no Perú, é jornalista, ensaista e político, tendo sido o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 2010. Nascido em família de classe média, seus pais se separaram após cinco meses de casamento. Em 1946 muda-se para Lima e em 1953 é admitido na tradicional Universidad Nacional Mayor de San Marcos, em Lima, onde estudou Letras e Direito. Casou-se aos 19 anos, passando a ter vários empregos para sobreviver. Doutorou-se em Filosofia e Letras na Universidade Complutense de Madri. Depois, viveu durante alguns anos na França.
Sua obra critica a hierarquia de castas sociais e raciais, vigente ainda hoje, segundo o escritor, no Perú e na América Latina. Seu principal tema é a luta pela liberdade individual na realidade opressiva do Perú. Muitos dos seus escritos são autobiográficos. Sofreu a influência de Jean-Paul Sartre e William Faulkner. Envolveu-se com a política, concorrendo à presidência do Perú em 1990, perdendo para Alberto Fujimori. Após, retorna a Londres e reinicia suas atividades literárias. No dia 7 de outubro de 2010 foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura.
De um de seus livros:
"Devemos buscar a perfeição na criação, na vocação, no amor, no prazer. Mas tudo isso no campo individual. No coletivo, não devemos tentar trazer a felicidade para toda a sociedade. O paraíso não é igual para todos."
IV) PENSAMENTO
Há pessoas que parecem não envelhecer. Pode a pele ceder um pouco, os vincos marcarem caminhos pelo rosto, o caminhar se tornar um pouco lento, mas sua energia e otimismo fazem com que tenham o mesmo brilho de sempre, como se fossem eternas!
V) COMPORTAMENTO
(MÁ) DIREÇÃO
Dirigir embriagado é crime, independentemente de ter causado dano ou não, conforme decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), da semana passada. O número de veículos nas ruas aumenta velozmente, como é natural em países democráticos, que premiam o status adquirido através do trabalho e a consequente necessidade de consumo de bens. Mas, os modos continuam os mesmos. Para se obter a carteira de motorista, são ensinados sinais de trânsito, que não serão, depois, respeitados. Ensina-se a estacionar, medindo-se a distância das 'balisas' e o quanto se deve 'esterçar' o volante para se encostar o carro 'corretamente' e ser aprovado no exame.
Mas, não se ensina as regras de conduta básica, o respeito ao pedestre, fora e dentro da 'faixa'; a paciência e o respeito humano; o dar a 'preferência', nem quando de direito, muito menos por gentileza. Isso tudo agravado pelo uso 'mortal' do carro nas mãos imprudentes de motoristas que acreditam poder resolver suas instáveis questões pessoais, bebendo.
Em 19 de abril de 1906, o cientista e Prêmio Nobel de Química, Pierre Curie, morreu atropelado pelo carro daquele tempo, a carruagem, em Paris, capital de um país de civilização mais adiantada que a nossa.
O carro avançou muito em tecnologia e símbolo de status quase pelo mundo todo, mas muitos dos seus condutores continuam a ser primatas irresponsáveis!
CANTO E VOZ
Tem sido abundante a presença de grandes cantores e bandas de fama internacional, assim como dos congêneres nacionais, pelos palcos e mídias do país. Até metade dos anos 1960, a música, com seus mais conhecidos cantores, bandas e melodias, eram de uma inocência quase infantil.
Quando sobreveio o movimento estudantil em Paris em 1968, cuja finalidade era diferente dos fins alcançados, movimento esse que se espalhou pelo mundo, e o Brasil incluído, tudo mudou. As canções passaram a ser voz de protesto e também de apologias alucinógenas, não só no canto, mas também na prática.
Como onde se grita muito ninguém tem razão e nada se acerta, hoje, as músicas fazem crítica social sem contundência guerreira, e por uma lógica natural, vive-se num deixa a vida me levar, vida leva eu, ao menos na música, onde a sobrevivência e a presença constante na mídia são os difíceis objetivos a serem perseguidos.
VI) TÚNEL DO TEMPO
ZORRO
Zorro, que em espanhol significa Raposa, foi criado com a idéia de pegar dos ricos e dar aos pobres, como Robin Hood. A história se passa em Los Angeles, na Califórnia, quando ainda era dominada pelos espanhóis. Filho de um fazendeiro rico e representante de uma das famílias mais importantes da Califórnia, Dom Diego de La Vega retorna da Espanha e dos seus estudos e encontra Las Vegas sob o domínio do ditador Capitão Monastério e seu exército comandado pelo Sargento Garcia. Dom Diego assume então a identidade secreta de Zorro, sempre auxiliado pelo seu criado Bernardo, que era mudo e se fazia passar por surdo e passa a lutar contra o tirano.
Os direitos sobre a série foram comprados por Walt Disney que a levou para a televisão, estreando nos Estados Unidos em 1957, e depois se espalhando pelo mundo com grande sucesso, e esse foi tanto, que Walt Disney iniciou a construção da Disneylândia com os lucros da série.
Guy Williams foi o ator, até então pouco conhecido que ganhou o papel e teve grande sucesso como o Zorro. Com o fim do seriado, Guy Williams passou a fazer aparições públicas vestido como o personagem, e quase sempre com Henry Calvin, o Sargento Garcia. Guy Williams também estrelou mais tarde a série Perdidos no Espaço. Em 1973, ele foi convidado por Isabelita Péron, segunda esposa do presidente argentino Juan Péron, para fazer aparições públicas destinadas a divulgar seus trabalhos beneficientes como primeira-dama, e viajou para a Argentina com a esposa e o amigo Henry Calvin, o Sargento Garcia. Impressionado com o carinho dos argentinos, Guy Williams dividiu seu tempo entre Argentina e Los Angeles. Em 1983 ele sofreu um pequeno derrame, seguido de embolia, causado por hipertensão, e se recuperou, aparentemente sem nenhuma sequela. Durante o período que viveu na Argentina, ele fez aparições públicas e trabalhou no ramo imobiliário.
Guy Williams sofreu uma parada cardíaca e morreu na Argentina em 4 de maio de 1989, aos 65 anos de idade. Foi levado para os Estados Unidos onde foi cremado e suas cinzas jogadas ao mar.
O personagem Zorro, entretanto, continua vivo em fã-clubes, produtos, revistas e filmes.
fotos: Zorro (Guy Williams) - Mario Vargas Lhosa - Nascer do Sol (Claude Monet)
vídeo abertura do ZORRO, digitar: www.youtube.com/watch?v=TdC1kBo848c

Nenhum comentário:
Postar um comentário