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sábado, 21 de janeiro de 2012

I) CRÔNICA
GALANTARIA
Ela, balançando na rede, lentamente, só, na varanda, toscaneja, ao mesmo tempo em que seus dedos tentam segurar o livro entreaberto. No abrir e fechar dos olhos, no baralhado do cochilar e acordar, não distingue se está a sonhar ou a pensar. As sombras lhe veem à mente: o reconfortante elogio do marido; o 'puxar' da cadeira para que ela se sentasse à mesa no restaurante, num gesto principesco; o abrir da porta do carro para ela entrar; quando ele, com a ponta dos dedos, em sutíl delicadeza, arrumou seu cabelo desalinhado e rebelde que caia renitente sobre sua testa; quando a tomou por trás, num confortável e protetor abraço, sem pensar no sexo egoísta; quando ele veio se deitar para dormir, e ela já na cama, ele passa o braço por sob seus ombros e lhe dá um suave beijo na testa, lhe desejando um bom sono.
Estaria tudo acontecendo como num dos contos de fábulas dos Irmãos Grimm ou de Hans Christian Andersen, ou seria o desejo do romance fragilizado que se diluiu na traiçoeira mesmice dos dias rotineiros do viver e que lhe faltam à alma e ao corpo?
De repente, um ruído pesado de passos e uma voz rude interrompem seu toscanejar e ela se dá conta que dormitara, e que seu 'príncipe' havia chegado, perguntando pelo jantar.
Levantou-se, entorpecida pela doçura do sonho, pois, apenas sonhara o que lhe falta, pensando que talvez os príncipes sejam somente criação de autores sensíveis ou galantes cavalheiros das cortes européias até o início do século 19.
Seria preciso ser um príncipe para se ser educado, carinhoso, respeitador, amoroso, incentivador, atencioso, gentil e elegante de maneiras?
Ela gostaria de deixar seu solipcismo, se tornar um argonauta e mudar tudo isso, mas falta-lhe coragem e não lhe resta muito tempo!
II) MESTRES
"Há coisas que melhor se dizem calando." - Machado de Assis (1839-1908), escritor, fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras.

Machado de Asis (2º sentado, da esquerda para a direita) e outros imortais da Academia Brasileira de Letras
III) LITERATOS
Michel de Montaigne nasceu em 28/2/1533 em Château de Montaigne, Dordonha, França e faleceu no mesmo local em 13/9/1592. Foi escritor e ensaista que escolheu viver retirado em seu castelo no campo para dedicar-se a escrever, após ter exercido funções públicas importantes. Rico, foi amigo de reis e era apaixonado pela liberdade e detestava a crueldade, a corrupção e a injustiça.
A maior obra de Michel de Montaigne foi 'Ensaios' (1588). Um tema recorrente em sua obra é o prejuízo causado pelo costume. Ele acreditava que a percepção das pessoas em relação ao mundo é cerceada pelo meio limitado em que vivem, e que aquilo que passou a ser atribuído à 'natureza' é, de fato, uma série de conclusões mesquinhas baseadas na pouca informação concebida pela mente. Dessa forma, por haver tanta coisa impossível de ser apreendida, os indivíduos deveriam tentar apenas compreender a si mesmo no contexto do meio que os cerca.
Entre seus pensamentos:

"Todos vão para outro lugar e rumo ao futuro, ninguém chega a si mesmo."

"Pode-se ter saudades dos tempos bons, mas não se deve fugir ao presente."

"Se o mal-estar precedesse a embriaguez, nós nos guardaríamos de beber em excesso. Mas o prazer, para enganar-nos, vai na frente e nos oculta seu séquito."

"Os homens tendem a acreditar, sobretudo, naquilo que menos compreendem."
                                                             Michel de Montaigne
IV) COMPORTAMENTO
CRIATIVIDADE
A fabricante de botas dos Estados Unidos, L.L. Bean, vai comemorar 100 anos de existência viajando pelo país durante o inverno com um carro construído em forma de bota. O veículo tem 4 metros de altura e foi montado a partir de uma picape Ford a diesel.
A criatividade, às vezes, não tem bom gosto, mas é com ela que a ciência e a tecnologia progridem melhorando a vida do gênero humano, além de, muitas vezes, ser exótica e divertida!
Uma bota que serviria, proporcionalmente, nos pés de uma pessoa de 43 metros de altura
V) HISTÓRIA
O SANATÓRIO
A instalação do Sanatório Vicentina Aranha em São José dos Campos foi recebida com reservas pela imprensa, que o tratava como um empreendimento de grande relevância para o tratamento da tuberculose, mas que representaria um perigo grave pela invasão de tuberculosos de todas as partes do Brasil, porque o Sanatório não comportaria a todos, principalmente os não pagantes, que se espalhariam pelos hotéis e pensões da cidade.
As décadas se passaram, o Sanatório cumpriu suas finalidades, a tuberculose, com a descoberta da estreptomicina, passou a ser um doença facilmente curável, e a cidade só recebeu benefícios com a sua construção.
Hoje, o Sanatório Vicentina Aranha, localizado em área nobre da cidade, é um conjunto arquitetônico e paisagístico de elevada importância, e um marco dentro do ciclo sanatorial, que ajudou no desenvolvimento do seu equipamento público, trazendo os benefícios que ajudaram a fazer da cidade um grande centro industrial, educacional e de tecnologia aeroespacial de ponta!
VI) PENSAMENTO
Muitos são levados pela faina dos dias rotineiros, numa espera de não se sabe o quê, numa esperança abstrata, embora plácida, mas sem fim, porque não sabem materializar desejos reais, mergulhando tão somente na imensa galáxia da escuridão dos sonhos!
VII) TÚNEL DO TEMPO
CASABLANCA
Casablanca é um filme lançado em 1942, ganhador de 3 Oscar. É um dos 10 maiores filmes de todos os tempos. Os astros principais são Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, e o pano de fundo é a Segunda Guerra Mundial, com a história se passando em Paris, França e em Casablanca, no Marrocos.
Rick (Humphrey Bogart) é o dono de um Café em Marrocos, e havia conhecido Ilsa (Ingrid Bergman) em Paris onde tiveram um envolvimento, mesmo ela sendo casada, e eles se apaixonaram. Mas, em Marrocos eles se reencontram, e mesmo ainda se gostando, ela vai para os Estados Unidos, ajudada por Rick, com seu marido Victor (Paul Henreid), um renomado líder da resistência tcheca que enfrentava os nazistas.
Humphrey Bogart (1899-1957) é considerado um ícone cultural. Morreu de câncer no esôfago, aos 58 anos de idade, em Los Angeles, Califórnia.
Ingrid Bergman (1915-1982), atriz sueca e que chegou a ganhar 3 Oscar, faleceu em Londres, aos 67 anos, depois de lutar contra um câncer nos seios e de fazer 2 mastectomias. Em uma entrevista um ano antes de falecer, Ingrid disse que recusava se render à doença, e que por isso, continuava a fumar e beber vinho e champanhe.
Ficou famosa a canção-tema dos protagonistas do filme: "As time goes by", considerada um clássico da música romântica.

vídeo: clicar em: www.youtube.com/watcg?v=AY62QByUYJQ

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