I) CRÔNICA
USOS E COSTUMES
As cidades que crescem continuamente tendem a perder suas raízes e a incorporar costumes e pensamentos diversos daqueles que mantinham a unidade e o espírito gregário dos habitantes longevos, influências que se refletem na fragilidade das relações pessoais e na solidariedade entre as pessoas. Os rostos passam a ser desconhecidos.
As pessoas que chegam então à cidade, veem em busca de oportunidades de trabalho, emprego e estudos. A relação pessoal é secundária e, portanto, as raízes desses novos habitantes da polis estão nas suas cidades de origem, para onde voltam de forma contumaz. Daí vem que a sua permanência aqui acontece, exclusivamente, enquanto na consecução dos seus objetivos.
A São José dos Campos deste século ainda não tem alma. Não tem mais a familiaridade de antes dos anos 1970. Mas, tem indústrias de grande porte, escolas de ponta e um comércio crescente e de lazer estimulado por shoppings centers e, portanto, um formidável potencial de liderança e diferencial.
Quando os administradores públicos se voltarem para o encontro da espírito de solidariedade e de comunhão entre seus habitantes, onde o respeito pela convivência em lugares públicos e o orgulho pela cidade seja inerente a cada um, então teremos uma grande cidade.
II) COMPORTAMENTO
"FLANELINHAS"
As ruas de muitos dos bairros de São José dos Campos são estreitas, não cabendo mão dupla e estacionamento, mesmo que seja de um só lado. Soma-se a dificuldade que motoristas têm para entrar nos inúmeros prédios que são rapidamente construídos, em meio a esse aperto viário.
Às dificuldades acrescenta-se a contrangedora presença dos "flanelinhas", alguns com "reserva de mercado" e "batendo cartão" nos horários mais convenientes e outros, que são "flanelinhas de ocasião."
As pessoas não dizem não aos "flanelinhas", embora no seu íntimo o desejassem, mas têm temor do risco de não fazê-lo.
Não está longe o dia em que estacionar na via pública poderá estar na lista de despesas do mês junto com a conta de luz, internet e outros, como já acontece na cidade de São Paulo, onde na região nobre, escritórios pagam de R$ 100,00 a R$ 300,00 mensais para cada veículo para que "flanelinhas" "reservem" vagas para seus funcionários, nas ruas.
Mesmo que cobrar estacionamento na via pública seja contravenção penal, há "flanelinhas" que fornecem recibo.
Que desse mal não venhamos sofrer!
III) PENSAMENTO
Os que se bastam, pouco querem para si do que há no mundo exterior. São franciscanos no pensar e no agir. Têm desejos simples e não guardam grandes expectativas do que quer que seja. São, portanto, naturalmente felizes!
IV) LIVROS
O PEQUENO PRINCÍPE
O Pequeno Príncipe é o livro mais vendido e traduzido do mundo, atrás apenas da Bíblia. Ele completa 70 anos de idade neste ano. Publicado em 1943, quase simultaneamente em inglês e francês, em New York, onde seu autor, Antoine de Saint-Exupéry se radicou em 1941 com a missão pessoal de convencer os americanos a entrar na guerra contra o nazismo.
O Pequeno Princípe já vendeu mais de 143 milhões de cópias.
V) TÚNEL DO TEMPO
Clicar no ícone TÚNEL DO TEMPO na barra à direita.



Caro Augusto,
ResponderExcluirNa edição de hoje você toca num assunto muito interessante: vantagens e consequencias de uma cidade de médio porte, em desenvolvimento como é o nosso caso. Quando se sai às ruas,é muito raro encontrar-se um amigo, uma pessoa conhecida, como há alguns anos. A frieza como somos tratados e percebidos em todas as áreas e níveis é qualquer coisa inaceitável. Mas este é o preço que pagamos pelo desenvolvimento. Fazer o quê!!!
Outro assunto que gostei é sobre os flanelinhas. Na verdade não são flanelinhas mas sim candidatos potenciais ao bandidismo e aos desocupados. Já que nossas autoridades não arranjam uma forma de acabar com esta "gang", eu pratico uma maneira que considero muito eficaz. "Não dou dinheiro a nenhum deles" Sempre arrumo uma desculpa. Quem sabe se assim eles vão em busca de outro forma de ganhar!!!
Grande abraço.