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sábado, 30 de abril de 2011

I) CRÔNICAS

O CONTROLE DO TEMPO

O tempo não nos pertence!

Se pudessemos retê-lo, o faríamos num instante de felicidade, saciando os sentidos e a alma e jamais teríamos que recorrer ao recôndito do esquecido baú de embaçadas memórias para nos alimentarmos das suas lembranças.

Se pudessemos controlar o tempo, as alegrias e as emoções seriam imorredouras em todos os seus matizes, e as tristezas e os aborrecimentos passariam na velocidade da luz.

Se pudessemos controlar o tempo, as novidades e os amores durariam todo seu tempo terreno, toda sua eternidade, não havendo tempo para a desesperança, o enfado, a mágoa e o inútil ódio.

Se o tempo nos pertencesse, os males seriam todos expurgados e o paraíso terrestre existiria, então!

QUEM SOMOS

O que somos hoje não é o que seremos amanhã, nem o que fomos ontem.

O que queríamos ser hoje, pode não ser, pode não ter sido ontem e poderá não ser amanhã.

A vida se multifaceta em dezenas de inesperados caminhos, como as raízes multiformes e intrincadas de um majestoso pé de jacarandá.

Por que o ser humano se ilude com seu abstrato querer, pouco entendendo de si próprio e, muitas vezes, não se aceitando e às suas condições e impossibilidades?

O que ele busca, se não sabe o que quer encontrar?

Não poderia ser feliz e tranquila uma vida onde houvesse um prato de arroz 'soltinho' com um caudaloso e fumegante feijão para aquecer o corpo e serenar o espírito, com crianças brincando calmamente à volta, e o cãozinho, aquietado em um canto, com o focinho recostado sobre as patas, como a observar com cumplicidade aquela harmonia de felicidade das coisas simples, reais e compensadoras?

Que procuras tantas há de se desejar se o que se precisa de verdade está tão perto?

II) MESTRES

" O estranho no envelhecer é que a identificação íntima com o aqui-e-agora vai se perdendo aos poucos. A pessoa sente-se transposta para o infinito mais ou menos sozinha." - Albert Einstein (1879-1955), cientista e filósofo alemão naturalizado americano.

III) LITERATOS

Rainer Maria Rilke nasceu em Praga, na República Tcheca, em 1875 e faleceu em Valmont, Suiça, em 1926. Foi um dos mais importantes poetas de lingua alemã do século XX.

Fez seus primeiros estudos nas universidades de Praga, Munique e Berlim. Sua primeira publicação foi 'Vida e Canções', de 1899.

Em 1902 foi para Paris onde trabalhou como secretário do escultor Auguste Rodin entre 1905 e 1906, que influenciou seu poema.

Sua poesia provocava a reflexão existencialista e instigava os leitores a se defrontarem com questões próprias do desencantamento da primeira metade do século XX.

Entre suas obras: 'O Livro das Imagens'(1905); 'O Livro das Horas'(1923); 'Cartas a um Poeta', publicação póstuma (1929).

Canção de Amor

" Como hei de segurar a minha alma

para que não toque na tua?

Como hei de elevá-la acima de ti, até outras coisas?

Ah, como gostaria de levá-la

até um sítio perdido na escuridão

até um lugar estranho e silencioso

que não se agita, quando o seu coração treme.

Poi, o que nos toca, a ti e a mim,

isso nos une, como um arco de violino

que de duas cordas solta uma só nota.

A que instrumentos estamos atados?

E que violinista nos tem em suas mãos?

Oh, doce canção!

IV) PENSAMENTO LIVRE

Momentos exclusivamente nossos, para serem vividos em toda sua plenitude ou refletidos na paz da solidão de nós mesmos ou para serem repartidos com os que nos fazem felizes, se nos escapam pelos vãos das cargas de preocupações cotidianas, nem sempre necessárias, com sua enorme teia de obrigações autoritárias e impessoais, que corroem muito nosso tempo e espírito, e nos subtrai possibilidades de um mais leve e plácido viver!

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