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sábado, 28 de maio de 2011

I) CRÔNICAS
TRAVESSIA

São infinitas e distorcidas as atitudes perante a vida. Deixa-se de fazer uma enormidade de coisas que poderiam encher nossas almas e nossos sentidos, em nome de valores muitas vezes abstratos que conduzem à moral do certo ou errado, por regras, princípios, freios naturais de fundo histórico, religioso ou social, de virtudes congênitas e um tanto mais de proibições subliminares dentro de um código moral cujos princípios remontam aos inícios do mundo civilizado.

Deixamos de caminhar pelo arco-íris e de sermos felizes para sempre como nas histórias infantis.

A vida do ser humano é como a natureza: a noite e o dia; o sol e a chuva; o vento avassalador e a brisa; o florescer e o fenecer.

Todos têm seu modo e tempo de ser.

Caminhar nossos caminhos como eles se nos apresentam, com otimismo e superação, não carregando por eles as bagagens das tristezas e dos ressentimentos, é a difícil jornada que a maioria dos seres humanos não consegue terminar, como em seus sonhos juvenis, por imaturidade ou pressa; por não enxergarem o mundo em sua grandiosidade, sentindo-se, ao contrário, maior que ele, e, assim desejando que ele se adapte aos seus desejos, esquecendo-se, que é um minúsculo ser em meio a uma obra grandiosa de milhões de anos!
O MUNDO REAL E O DOS SONHOS

A falta de gentilezas, as discussões inúteis, os impostos insensíveis, a agressividade gratuita, a rispidez, o desrespeito puro e simples, o imediatismo, o egoísmo e o desamor são os ingredientes humanos que, nas relações sociais se contrapõem, e, frequentemente, se sobrepõem aos desejos secretos, à mansidão, à serenidade, à compreensão, à doçura dos olhares carinhosos, ao amor, à paz e, por último, mas não menos importante, à segurança provida pelo dinheiro!
II) MESTRES

"Por indecisão ou por negligência ou por outras razões, não me casei, e agora estou só. Não me dói a solidão; já é bastante esforço alguém tolerar a si próprio e a suas manias. Noto que estou envelhecendo, um sintoma inequívoco é o fato de que não me interessam ou surpreendem as novidades, talvez porque perceba que nada de essencialmente novo exista nelas e que não passam de tímidas variações. Quando era jovem, atraíam-me os entardeceres, os arrabaldes e a desdita; agora, as manhãs do centro e a serenidade." - Jorge Luiz Borges (1899-1986), escritor argentino em 'O Congresso.'

III) LITERATOS

Simone de Beauvoir nasceu em Paris em 9/1/1908 e faleceu de pneumonia na mesma cidade em 14/4/1986. Foi escritora, filósofa existencialista e feminista.

Adolescente desajeitada, dedicou-se completamente aos livros e à aprendizagem, e preferiu ignorar os esportes, porque não era nada atlética. Aos 15 anos de idade decidiu ser escritora. Bacharelou-se em matemática e filosofia, formando-se pela Universidade de Paris (Sorbonne), onde conheceu Jean-Paul Sartre, unindo-se a ele e criando entre eles uma relação polêmica e fecunda, que lhes permitiu compatibilizar suas liberdades individuais com sua vida em conjunto.

As suas obras oferecem uma visão reveladora de sua vida e de seu tempo.

Entre seus ensaios críticos destacam-se A Velhice (1970), sobre o processo do envelhecimento, onde teceu críticas apaixonadas sobre a atitude da sociedade para com os idosos, e O Segundo Sexo, onde analisa o papel da mulher na sociedade. Sua obra coloca a necessidade das mulheres agirem com liberdade e autonomia para decidir seus destinos por si mesmas, ser sujeitos de suas próprias vidas.

De seu ensaio 'O Seguno Sexo':

'É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência completa.'
IV) PENSAMENTO LIVRE

Não são muitos os que têm uma só personalidade, uma só coerência familiar e social, uma só postura perante a vida e diante das pessoas, onde quer que se encontrem.

Em público, muitos são uma conveniência, enquanto na intimidade, uma alma repleta de preconceitos, interesses próprios, maus hábitos, intolerância e autoritarismo.

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